
Hoje partilho esta ideia, que não é minha. Como seres sociais que somos temos que viver com outras pessoas, temos que partilhar o nosso tempo e espaço com as pessoas que estão a nossa volta. Criamos laços, conexões, relações que podem ser afectivas, profissionais ou mesmo sociais.
Enquanto nos relacionamos com as pessoas que estão a nossa volta, vamos criando expectativas e esperanças, quanto mais próximas vão ficando, mais esperamos delas. É verdade que as vezes colocamos a fasquia muito alta, mas inevitavelmente esta é forma natural de relacionarmo-nos, só que quase sempre as pessoas acabam por não alcançar esse patamar em que as colocamos, acabam por não cumprir com as expectativas que temos nelas.
É nesta altura que somos invadidos por um sentimento de desilusão, de traição, de mágoa com as pessoas. Mas na verdade essa mágoa e essa raiva é para connosco, porque nós é que criamos demasiadas expectativas, nós é que nos deixamos iludir com as pessoas, nós é que fizemos delas algo que elas não são, ou não quiseram ser. Por isso alguém diz: “As pessoas não me desiludem, eu é que me iludo com as pessoas”.
Para mim, que quando fico magoada preciso chegar e dize-lo, dizer quanto me magoaram, é muito difícil pensar que não foram os outros que me magoaram, mas sim eu que deixei que me magoassem.
Acreditem não é assim tão fácil, pensar desta forma, só será quando for capaz de não criar qualquer tipo de expectativas nas pessoas, quando não esperar nada delas, quando deixar de me iludir…
Dedico este texto à Inês (ambas sabemos porquê)

4 comentários:
Está muito bom o teu texto. É mesmo essa a ideia... Quando conseguires reger por ela tudo vai ser mais facil, confia!! brigada pela dedicatória...linda!
Ser feliz é o que te desejo e o desejo de nós todos.
beijos grandes
Não poderia estar mais de acordo! Gosto de pensar que temos um papel preponderante na vida que construímos para nós próprios... que de nós depende muito... e que é a partir de nós que devemos ler o que nos envolve...
Expectativas...
Vim aqui parar por acaso mas não posso fechar esta página sem te deixar uma palavra de ânimo... Também eu já passei pelo que estás a sentir agora e só eu fui capaz de sair da tristeza. TU és capaz e há tantas coisas boas "lá fora" sem nós sabermos. Depois há a parte de ser fácil falar... e é. Apesar de ser díficil concretizar, é possível. Nada como viveres um dia de cada vez. Basta dizeres que és mulher e mulher é sinónimo de força!
Beijos
Olá,
Deixas-te de escrever aqui em agosto 08 como que querendo fechar algo que ainda estava em aberto...
Tantas, tantas x vim aqui visitar-te, perder-me no meio das palavras, foram tantas as x que lhe perdi a conta e tu nem o sabias.
Sempre resisti à tentação de escrever aqui qualquer coisa, afinal não era o meu espaço e nunca achei interesse em alimentar este tipo de coisas, mas sempre fiquei curioso e "ansioso" por mais um post.
Como em tudo na vida, um dia acaba e as minhas visitas também terminarão e, quando melhor do que deixar-te uma mensagem no momento da despedida. A vida é uma roda sempre a girar, umas vezes mais rápido e outras vezes mais lento, mas sempre a girar e as x o inicio parece-nos o fim e o fim o inicio de algo.
Lembras-te de como começou????
Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,
Nada mais era do que um som
Que me levava a tentar fugir de ti... sair de ti...
Uma vez mais, sem saber porquê,
Desistira de dizer:
Nao dá mais, quero mais...
Se não for assim,
Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!
Mais, mais...
Quero mais...
Mais, mais...
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais...
Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,
Que me deixes ir,
Que me libertes de ti,
Que não me faças sentir,
E eu não quero cair, não me posso entregar
Sem que percebas que não podes julgar,
E eu quero tentar, poder acreditar
Que o aperto cá dentro
Um dia vai acabar,
O monstro em mim não irá sucumbir,
Não desfalece por não conseguir
Que olhes p'ra mim, que me facas existir,
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais
Mais, mais...
Quero mais...
Mais, mais...
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais
Mais, mais...
Quero mais...
Mais, mais...
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais
Olha agora como acabou...
Sabes que ontem conversava sobre filmes antigos e grandes histórias de amor do cinema e bla bla bla e divagava sobre o Casablanca e sobre o significado daquilo e fiquei surpreso quando concordaram com a minha opinião de que no final o Boogart optou pelo mais fácil. Não foi um grande acto de amor deixa-la ir embora, porque isso de facto foi o mais fácil, viver de forma boémia, com aquele amor renegado no coração já fazia parte dele, agora ter que lutar por ela, mudar a vida e os sentimentos para viver plenamente essa relação, isso sim é que era mudança.
Olhando talvez a melancolia das minhas palavras perguntaram-me qual foi a história de amor que me tinha magoado mais e eu respondi que tinha sido aquela em que no final se chegou ao ponto de se optar por não ter nada, absolutamente nada, em troca de lutar por um bocadinho meu, por um carinho, por um olhar, por uma saudade. Optar pelo tudo ou nada foi apenas o que restou e que eu achava que isso também era como no filme, era optar pelo mais fácil, era sofrer muito no inicio mas esperar, desejar e ansiar que esse amor empedrificasse de forma a nada mais tivesse qualquer valor e sentimento.
Depois de tanto, desejar o tão pouco...
A minha tristeza é tão grande que nada do q escrevo faz para mim qualquer sentido e acredita que nem sei pr que é q isto serve, talvez pr fechar algumas frinchas que ainda estão abertas e deixam entrar o ar gelado que vai arrefecendo o meu amor...
Postar um comentário