quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Eu Amo-te

Estava em casa, era um final de tarde frio de Janeiro, coloquei aquela musica que ouço à anos, mas que nunca é demais ouvir, aquela que bate na alma e a faz reflectir na vida. Inevitavelmente fez-me pensar em ti, nos nossos momentos, no quanto eu te quero, te desejo e penso em ti, mas também nas palavras que nunca te disse... Parei aquela viagem à minha alma e saboreie o doce aroma de um chocolate quente, igual ao que já bebemos juntos e ponderei em ligar-te, fui invadida de questões: "Será que ele também quer estar comigo?", "Será que esta ocupado?", "Será que ele sente o mesmo que eu?", "Como posso eu saber?", "Que faço?" engraçado como ponderamos tanto mesmo quando queremos muito algo, mas corremos sempre o risco de estar a criar uma ilusão e depois batermos contra uma realidade demasiado dura e que deixa estragos.
A vontade foi superior a razão e liguei, disse apenas "eu quero estar contigo agora" e resposta foi "aparece que eu estou a tua espera". Sai apressada e nem pensei muito na resposta, mas entendem que esta é a resposta de quem deseja a pessoa, e não apenas de quem deseja estar com essa pessoa, esta é a diferença abismal entre eu gosto de ti e eu gosto de estar contigo.
Os minutos que separam as nossas casas foram segundos. A campainha toca. A tua voz bem-disposta diz: "entra". A porta abre-se. Finalmente ficamos frente a frente, os nossos olhares encontram-se e parei... não sabia o que fazer, queria tanto te beijar, encontrar os teus lábios quentes, explorar este desejo com as nossas línguas envolvidas até não ter mais folgo e sentir que ia sufocar de tanto prazer, mas como amigos que somos sempre te cumprimentei com dois beijos na face, neste instante o teu olhar disse sim, fá-lo, porque eu também o desejo.
Beijei-te, num beijo muito mais intenso que aquele que tinha acabado de desejar. Mordiscaste o meu lábio inferior e de seguida percorreste a minha face e pescoço com suaves beijos, as tuas mãos que acarinhavam os meus cabelos desceram e tiraram o meu casaco. Os teus lábios chegaram ao meu pescoço e gelei, não conseguia acreditar, as tuas mãos foram desapertando os botões da minha camisa e acarinhando-me, os teus lábios tocando suavemente o meu peito, deste-me a tua mão e puxaste-me para o teu quarto e ai retribui todo aquele desejo. Segundos depois estávamos deitados na tua cama nus e com uma enorme vontade de fazer amor (sim amor, sexo é outra coisa) e suavemente deixamo-nos levar por essa vontade sentia a tua respiração e o teu coração galopante... expressas-te um ai, libertando assim uma enorme felicidade. Ambos sabíamos que em segundos atingiríamos um orgasmo e tu encostaste os teus lábios ao meu ouvido e disseste-me "Eu Amo-te", eu abracei-te forte como se fosses desaparecer naquele instante e disse-te "Eu também te Amo". Não era necessário dize-lo todas os actos já o tinham dito mas alguém conhece melhor momento para dizer uma frase destas, principalmente porque é verdadeiramente sentida. Fiquei deitada nos teus braços até adormecer e fui invadida por um único pensamento "tinha tanta coisa para te dizer e resumiram-se a Eu amo-te...

Anónimo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ama-me por amor do Amor

Não digas:
"Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso,
ou modo de falar
honesto e brando.
Amo-a porque
se sente minh'alma em
comunhão constantemente
com a sua"

Porque pode mudar isso tudo,
em si mesmo,
ao perpassar do tempo,
ou para ti unicamente.

Nem me ames
pelo pranto
que a bondade
de tuas mãos enxuga,
pois se em mim secar,
por teu conforto
esta vontade de chorar,
teu amor pode ter fim!

Ama-me por amor do Amor,
E assim me hás de querer por
toda a eternidade.

Madre Tereza de Calcutá