Todos definimos a pessoa que desejamos ser, aquela que gostaríamos que os outros vissem que somos, claro que a percepção que os outros tem de mim não é igual a percepção que eu tenho de mim, mas gostava que fosse aquela que eu idealizo.
Hoje estou bem longe de ser essa pessoa, porque nesta busca de encontrar esse equilíbrio que desejo, na busca de ser uma pessoa melhor, fui tomando atitudes que me fizeram mudar desse percurso que tinha traçado para mim. Mas por outro lado foram essas atitudes que me fizeram reflectir no que é certo ou errado, na pessoa que eu quero ser e que existem vários caminhos e que facilmente nos iludimos e nos desviamos dos nossos objectivos.
Durante 26 anos procurei a pessoa que quero ser nos outros, fui sendo aquilo que os outros queriam que eu fosse, fui agindo de acordo com o que as pessoas esperavam. Analisando o meu passado com imparcialidade chego à conclusão que tenho andado a deriva, completamente perdida, as cegas. Quero ser uma pessoa mas tenho comportamentos completamente opostos, digo uma coisa e depois comporto-me de forma diferente.
Chega, está na altura de parar e redefinir os meus objectivos de vida. Sem dúvida que estou numa crise de identidade, mas na vida é essencial estes momentos, pois fazem-nos ultrapassar etapas no processo de amadurecimento.
Ainda não sei qual vai ser o meu caminho, pois ainda tenho muitos bloqueios com o passado, mas umas das coisas que defini é que vou agir em consonância com o que digo e com o que quero ser. Devagarinho vou encontrar esse equilíbrio que é fundamental para mim.

E de toda esta análise fica a seguinte verdade: os erros podem comprometer o nosso destino, pois o que parece correcto acaba por se mostrar errado por nosso livre-arbítrio, e são os erros que auxiliam no amadurecimento de nossa personalidade. Infelizmente tem que existir…
“Se os grandes homens nunca tivessem cometido erros, não sabíamos que eles haviam existido” - Louis Scutenaire
